Professores denunciam IADES após meses sem receber por aulas ministradas para candidatos a Auditor-Fiscal do Trabalho no CNU

Mais de 13 professores que participaram da formação de candidatos ao cargo de Auditor-Fiscal do Trabalho (AFT), em uma das etapas do Concurso Nacional Unificado (CNU), denunciam que permanecem sem receber pelos serviços prestados. As aulas foram realizadas entre maio e junho de 2026 e, mesmo após a conclusão das atividades, os profissionais afirmam que passaram meses sem uma previsão concreta para o pagamento.

O Instituto Americano de Desenvolvimento (IADES), responsável pela aplicação dessa etapa do concurso, foi a instituição responsável pela contratação dos professores. Segundo os profissionais, todas as atividades previstas foram cumpridas. Eles relatam, no entanto, que os contratos só foram encaminhados para assinatura ao final do curso e que, após serem devolvidos, não foram reenviados pelo instituto com a devida assinatura.

Diante da ausência de pagamento, os professores criaram um grupo no WhatsApp e passaram a buscar respostas junto ao IADES por telefone, e-mail e outros canais de atendimento. Na tentativa de solucionar o impasse, também recorreram ao Juizado Cível, ao Ministério do Trabalho e Emprego e ao Ministério Público do Trabalho.

Em uma das cobranças, uma professora recebeu de um representante do IADES a promessa de que uma programação para os pagamentos seria apresentada em até 10 dias.

“Conforme expliquei a alguns colegas seus, estamos buscando resolver o mais rápido possível esta pendência. Em 10 dias, já teremos a programação de pagamentos. Estamos trabalhando nisso.”

De acordo com os professores, o prazo transcorreu sem que uma data definitiva fosse apresentada. Uma das profissionais afirma ter cerca de R$ 20 mil a receber. Outros 12 professores também aguardavam a quitação dos valores.

Após meses de cobranças e tentativas de resolver a situação diretamente com o instituto, os profissionais decidiram procurar a imprensa e formalizaram a denúncia junto ao Ministério do Trabalho e Emprego. Também buscaram outros órgãos na tentativa de obter esclarecimentos e garantir o pagamento pelos serviços realizados.

No documento, ela classificou como inadmissível a situação enfrentada pelos profissionais.

“Em qualquer hipótese, é inadmissível que mais de 10 profissionais, após cumprirem integralmente as atividades contratadas, permaneçam por meses sem receber e sem obter uma resposta transparente.”

Os professores afirmam possuir contratos, comprovantes das atividades realizadas, e-mails, registros das cobranças e documentos que, segundo eles, comprovam as tentativas de solucionar a questão administrativamente. Entre os principais pedidos estão esclarecimentos sobre o atraso, informações sobre eventual repasse dos recursos e a definição de uma data concreta para a quitação.

 

IADES se manifesta e estabelece prazo para pagamento

Procurado pelo Agora em Brasília, o IADES afirmou que manteve tratativas com os professores e que os procedimentos para formalização, encerramento dos contratos e quitação foram comunicados aos profissionais, seguindo um cronograma definido pelo instituto.

Os professores, no entanto, negam ter recebido qualquer cronograma de pagamento, afirmando que receberam apenas previsões que não foram cumpridas. Além disso, alegam ter ficado sem respostas ou recebido respostas vagas.

 

Desenrolar

Em comunicado interno enviado aos professores na última segunda-feira (14), o IADES informou que os valores referentes à atuação no curso serão pagos até 30 de setembro de 2026.

Apesar da nova previsão, os professores demonstram desconfiança, alegando que o instituto já teria estabelecido outros prazos que não foram cumpridos. O Agora em Brasília seguirá acompanhando o caso e cobrando o cumprimento da nova data. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.

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