Após a confirmação de um caso de gripe aviária em uma ave silvestre, o Zoológico de Brasília informou que não há risco de infecção para quem esteve no local antes do diagnóstico. A instituição reforçou, nesta quarta-feira (4/6), que a transmissão para humanos é rara e ocorre, em geral, apenas com contato direto e prolongado com aves contaminadas.
O alerta foi feito após a confirmação, na última terça-feira (3/6), de que um irerê — espécie semelhante a um pato — encontrado morto no dia 28 de abril estava infectado pelo vírus da gripe aviária. Assim que o animal foi localizado, o zoológico suspendeu temporariamente as visitas, como medida de precaução.
Em nota oficial, o parque tranquilizou a população: “Não há risco para quem visitou o zoológico recentemente. A gripe aviária raramente é transmitida a humanos e, quando ocorre, está associada ao contato próximo e intenso com aves infectadas”.
O fechamento do zoológico foi estabelecido até o dia 12 de junho. Caso não surjam novos casos suspeitos, a reabertura ao público poderá ocorrer já no dia seguinte, 13 de junho.
Monitoramento e orientações
O caso mobilizou também ações de vigilância em saúde. Oito funcionários que tiveram contato com o animal ou com áreas potencialmente contaminadas estão sob monitoramento preventivo. Segundo o secretário de Saúde do Distrito Federal, Juracy Lacerda, nenhum deles apresentou sintomas até o momento.
A Secretaria de Agricultura do DF orientou a população a permanecer atenta a sinais característicos da gripe aviária em aves, como:
- Pescoço tombado;
- Tosse;
- Espirros;
- Diarreia;
- Dificuldade de locomoção ou morte súbita.
Em caso de suspeita, a recomendação é entrar em contato com o canal oficial da pasta, pelo WhatsApp (61) 99154-1539.
O zoológico destacou ainda que todas as medidas de segurança e controle sanitário foram adotadas, em consonância com os protocolos internacionais para prevenção e contenção da gripe aviária.

