Portugal iniciou um processo para expulsar quase 34 mil imigrantes que tiveram seus pedidos de residência negados pela Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA). Mais de 5 mil brasileiros estão na lista. O governo argumenta que muitos não cumprem os requisitos legais, seja por não atenderem às exigências dos vistos, seja por já terem permanecido ilegalmente em outros países da União Europeia.
O grupo mais afetado é formado por indianos (13.466), seguido de brasileiros (5.386), além de cidadãos de Bangladesh, Nepal, Paquistão, Argélia, Marrocos, Colômbia, Venezuela e Argentina. As notificações estão sendo emitidas em ritmo acelerado — cerca de 2 mil por dia — e os imigrantes têm entre 10 e 20 dias para deixar o país de forma voluntária. Caso contrário, poderão ser deportados com escolta policial.
O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, atribui a situação à antiga política migratória, que facilitava a entrada de estrangeiros pela chamada “manifestação de interesse”, agora extinta. Segundo ele, o modelo anterior gerou descontrole e dificuldade de integração. A taxa de rejeição dos pedidos de residência está em 18,5%.

