Ludmilla divulgou nesta terça-feira (13/5) que conquistou uma nova vitória judicial no processo por injúria racial movido contra o apresentador Marcão do Povo. O caso teve início em 2017, quando o jornalista, então à frente do programa Balanço Geral DF, na Record TV, referiu-se à cantora como “pobre macaca” durante um comentário ao vivo sobre uma suposta recusa dela em tirar fotos com fãs.
“Em 2017, fui chamada de ‘pobre macaca’ por um apresentador ao vivo na TV aberta. Hoje, finalmente, foi reconhecido o racismo que tentei denunciar lá atrás. Essa vitória não apaga a dor, mas reforça que racismo é crime e tem consequência. Agradeço ao sistema judiciário brasileiro por apoiar essa luta. Justiça foi feita!”, escreveu Ludmilla em seu post.
A fala gerou forte repercussão nas redes sociais, resultando na demissão de Marcão da emissora. Pouco tempo depois, ele foi contratado pelo SBT, que afirmou se tratar de um episódio anterior à sua chegada ao canal.
Ludmilla acionou a Justiça por injúria racial, e a sentença de primeira instância determinou um ano e quatro meses de prisão em regime aberto, além do pagamento de R$ 30 mil em indenização a uma instituição ligada à causa racial. Em dezembro de 2024, porém, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou a condenação, argumentando que a principal prova — um vídeo editado — comprometia o processo. A decisão causou revolta, levando fãs e apoiadores da cantora a se manifestarem nas redes sociais com a hashtag #JustiçaPorLudmilla.
A cantora prometeu recorrer, e nesta semana celebrou a vitória judicial em suas redes. Mesmo após o episódio, Marcão do Povo segue como apresentador do telejornal Primeiro Impacto, exibido nas manhãs do SBT.

