O deputado distrital Pastor Daniel de Castro, do Progressistas (PP), apresentou um pedido de impeachment contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O parlamentar, que atua na Câmara Legislativa do Distrito Federal, acusa o governo federal de violar princípios constitucionais como moralidade e impessoalidade, além de ser conivente com supostos atos ilícitos.
Entre os argumentos usados para embasar o pedido, o deputado cita irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e questionamentos sobre a gestão de recursos no Ministério da Saúde durante o ano de 2023. De acordo com ele, o atual governo estaria promovendo favorecimento político, utilizando empresas estatais para beneficiar aliados e nomear cargos de confiança sem critérios técnicos.
Segundo Daniel de Castro, o retorno de Lula à Presidência da República não representou uma mudança de postura em relação a mandatos anteriores. Na visão do parlamentar, persiste um padrão de governança centrado em alianças fisiológicas e interesses partidários, em detrimento do bem público e da República.
Apesar das alegações, o pedido de impeachment apresentado ao Congresso Nacional se baseia apenas em links de reportagens jornalísticas relacionadas ao INSS e ao Ministério da Saúde. O documento foi protocolado na terça-feira, dia 6 de maio, e está nas mãos do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), a quem cabe decidir se dará ou não seguimento à denúncia.
No mesmo dia, outro pedido de impeachment foi apresentado, desta vez pelo deputado federal Evair Vieira de Melo, também do PP. Ele argumenta que Lula deve ser responsabilizado politicamente pelos descontos indevidos em aposentadorias investigados pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União no caso recente envolvendo fraudes no INSS, revelado pelo portal Metrópoles.

