Um apagão de grandes proporções atingiu, nesta segunda-feira (28), Portugal, Espanha e parte da França, provocando interrupções em transportes públicos, sistemas de abastecimento e serviços básicos. O corte de energia teve início por volta do meio-dia no horário local (7h em Brasília).
A Redes Energéticas Nacionais (REN) de Portugal informou que a falha foi causada por oscilações anormais na rede elétrica da Espanha, provocadas por um fenômeno atmosférico raro, conhecido como “vibração atmosférica induzida”, devido a variações extremas de temperatura.
Em Lisboa, semáforos ficaram apagados, o metrô foi fechado e ônibus passaram a circular de forma gratuita para garantir a mobilidade urbana. Filas se formaram em caixas eletrônicos, e o comércio enfrentou instabilidades em pagamentos digitais.
Na Espanha, o cenário foi semelhante: trens e metrôs paralisados, semáforos desligados e racionamento de água em Madri. O governo local decretou emergência nível 2 e acionou planos de contingência. Três usinas nucleares também foram afetadas, mas seguem operando em segurança com geradores a diesel.
Segundo a Red Eléctrica, concessionária espanhola, a energia começou a ser gradualmente restabelecida nas regiões norte, sul e oeste da Península Ibérica. Já a França, através da empresa RTE, iniciou o fornecimento de energia de emergência à Espanha para auxiliar na recuperação.
A Comissão Europeia afirmou que ainda investiga as causas da queda de energia, mas declarou que não há indícios de ataque cibernético. “A principal prioridade é restaurar o sistema elétrico e entender o que ocorreu”, afirmou Teresa Ribera, vice-presidente da Comissão.
O primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, pediu paciência à população e reforçou a necessidade de uso consciente da energia. “Nossa expectativa é restabelecer o serviço ainda hoje”, disse.
A situação continua sendo monitorada em tempo real por autoridades europeias e pelos governos locais.

