Papa Francisco acolheu público LGBT+, grupo excluído pela Igreja Católica

O Papa Francisco, conhecido por seu posicionamento mais inclusivo em relação à comunidade LGBTQIAPN+, faleceu na madrugada desta segunda-feira (21), aos 87 anos. O pontífice vinha enfrentando problemas de saúde e havia sido internado recentemente devido a uma pneumonia bilateral, permanecendo hospitalizado por 38 dias.

Em novembro de 2023, Francisco participou de um almoço solidário com cerca de 1.200 pessoas em situação de vulnerabilidade social, entre elas 44 mulheres trans. A ação fez parte da 7ª edição da Jornada Mundial dos Pobres, realizada em Roma. As mulheres trans presentes eram assistidas por um projeto da Paróquia de Torvaianica, localizada nos arredores da capital italiana.

Naquele mesmo ano, o papa causou grande repercussão ao afirmar que “mulheres trans são filhas de Deus” e que Deus “as ama como são”. Ainda em 2023, Francisco também declarou que pessoas trans poderiam ser batizadas na Igreja Católica, desde que isso não gerasse “escândalo ou confusão”.

Entretanto, essa postura acolhedora foi parcialmente revista em abril de 2024, quando o Vaticano publicou o documento Dignitas Infinita (“Dignidade Infinita”), assinado pelo próprio papa. Nele, a Igreja condena a cirurgia de redesignação sexual, classificando-a como uma “ameaça grave à humanidade”, além de criticar duramente os estudos de gênero, descritos como uma “ideologia terrível”.

Apesar das contradições, Francisco deixa um legado marcado por tentativas de aproximação com grupos historicamente marginalizados pela Igreja, inclusive a população LGBTQIAPN+.

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