Presa por envenenar ovo de Páscoa se passou por mulher trans para se hospedar em hotel

A mulher acusada de enviar um ovo de Páscoa envenenado a uma família de Imperatriz (MA) usou uma identidade falsa para se hospedar na cidade antes do crime. Jordélia Pereira, de 35 anos, saiu de Santa Inês, a cerca de 384 km de distância, e viajou de ônibus até o município onde as vítimas moram.

Segundo apuração, ao chegar em Imperatriz, Jordélia apresentou um crachá falso em que se identificava como “Gabrielle Barcelli”, alegando ser uma mulher trans em processo de mudança de nome. O crachá trazia sua foto com peruca preta, a profissão falsa de “gastrônoma” (escrita incorretamente como “gastrônomia”) e foi suficiente para enganar a recepção do hotel. A justificativa apresentada foi a de que não poderia mostrar um documento oficial por conta da suposta transição de gênero — e o cadastro foi aceito sem maiores questionamentos.

O caso teve desfecho trágico. O ovo de Páscoa entregue à família foi consumido por Mirian Lira e seus dois filhos. O filho mais novo, de apenas 7 anos, morreu na última quinta-feira (17/4) e foi sepultado no dia seguinte. A mãe e a filha continuam internadas em estado grave.

A motivação do crime, segundo as investigações, pode estar ligada a ciúmes. Jordélia é ex-companheira do atual namorado de Mirian. A polícia segue apurando os detalhes do caso, que chocou a cidade pela frieza e premeditação do ataque.

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