O Ministério da Saúde confirmou, na última sexta-feira (7), a detecção da cepa 1b da mpox em uma paciente da região metropolitana de São Paulo. Essa variante do vírus, já identificada em países como Reino Unido, Estados Unidos e Alemanha, ainda não havia sido registrada no Brasil. A paciente, uma mulher de 29 anos, teve contato com um familiar vindo do Congo, onde a doença é considerada endêmica. Seu estado de saúde é estável, e ela recebe acompanhamento médico.
A mpox, anteriormente chamada de varíola dos macacos, é causada pelo Monkeypox vírus (MPXV), pertencente ao gênero Orthopoxvirus, o mesmo da varíola humana. A transmissão ocorre por contato direto com lesões na pele, secreções corporais e materiais contaminados. A Vigilância Sanitária de São Paulo monitora possíveis contatos da paciente, mas, até o momento, não há indícios de transmissão local dessa nova cepa. O Ministério da Saúde confirmou o caso por meio de sequenciamento genético do vírus.
Em 2024, o Brasil registrou 2.052 casos da doença, sendo 115 apenas nos primeiros meses deste ano. Apesar da circulação do vírus, não há registros de mortes nos últimos dois anos no país. O Ministério da Saúde informou que acompanha a situação junto às Secretarias Estadual e Municipal de Saúde de São Paulo e comunicou o caso à Organização Mundial da Saúde (OMS).
A cepa 1b tem sido monitorada por autoridades sanitárias devido a surtos registrados no Congo e em outros países. A OMS declarou a mpox como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) em 2024, reforçando a necessidade de vigilância epidemiológica e medidas de controle da doença.
Da Redação

