Com GDF e Iges-DF ausentes, futuro do Instituto de Cardiologia é debatido na CLDF

Um dia após a retirada de tramitação do projeto de lei 1.065/2024 – sobre a transferência para o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) do Instituto de Cardiologia e Transplante do DF (ICTDF) –, a Câmara Legislativa debateu o futuro desta instituição que é referência em atendimentos de alta complexidade e encontra-se sob intervenção desde dezembro passado.

Apesar do convite feito pelo deputado Jorge Vianna (PSD), autor da iniciativa, a Secretaria de Saúde, responsável pela intervenção, e o Iges-DF não enviaram representantes. O parlamentar, que é contrário à passagem da gestão do ICTDF para o Iges-DF, lamentou a ausência e reforçou a necessidade de esclarecer todos os fatos em torno do instituto que vem sendo, inclusive, alvo de denúncias. Vianna colocou-se à disposição para atuar a favor da unidade de saúde.

Durante o debate – na forma de comissão geral, quando a sessão ordinária é interrompida e recebe convidados para tratar de temas de interesse da comunidade –, a principal preocupação dos presentes referiu-se à expiração, em 2 de maio próximo, do acordo entre diversos órgãos que permite o funcionamento do ICTDF, constituído na forma de instituição privada sem fins lucrativos, no Hospital das Forças Armadas.

O principal apelo veio dos transplantados, para que o ICTDF continue exercendo suas funções, objeto de elogios dos mais variados setores. Cerca de 3 mil transplantes já foram realizados fazendo com que o instituto figure como a segunda unidade hospitalar do país em número de corações transplantados, perdendo apenas para o Incor, de São Paulo.

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