A Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) vai disponibilizar atendimento em escolas públicas do Distrito Federal. Uma carreta vai passar pelos colégios levando conhecimento sobre os direitos e também fará exames de DNA para reconhecimento de paternidade dos alunos. As informações são do defensor público-geral, Celestino Chupel, ao Metrópoles Entrevista.
“Estamos fazendo um convênio com a Secretaria de Educação e essa caminhada vai visitar todas as escolas públicas do Distrito Federal”, declarou Chupel. A expectativa da defensoria é que seja assinado até o fim de abril. Ainda não tem cronograma definindo as primeiras escolas.
Assista a entrevista:
“Nesse atendimento às escolas, levaremos inclusive uma subsecretaria da ciência psicossocial. Essa subsecretaria vai fazer atendimento tanto jurídico como psicológico e de outras áreas que se façam necessárias para atender melhor as crianças”, completou Chupel.
O defensor-geral foi reconduzido ao cargo, em 10 de abril, para cumprir o biênio 2024-2046. Chupel já foi coordenador do Núcleo de Saúde e do Núcleo de Atendimentos Iniciais. Na entrevista, o defensor destacou os trabalhos mutirões que têm descentralizado o serviço da instituição.
“Faz com que a Defensoria saísse do seu quadradinho, dentro dos fóruns ou dentro dos núcleos, para ir de encontro à população e realmente fazer com que a Defensoria cumpra o seu papel profissional, que é dar assistência jurídica plenamente às pessoas mais vulneráveis”, destacou.
Em março, a Defensoria inaugurou a nova unidade móvel de atendimento itinerante voltada para atendimentos de pessoas ao sistema prisional. O mutirão carcerário na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, no Gama, fez 62 atendimentos.
“A carreta se fez necessária em razão das dificuldades que nós tínhamos para atender os presos em sua plenitude”, destacou. ” Nós tínhamos que dividir os espaços com a OAB [Ordem dos Advogados do Brasil]. Só que nós temos uma demanda processual muito grande no atendimento penitenciário, tanto no provisório quanto no definitivo, no cumprimento de pena”, completou.
A instituição conta com 259 defensores e a defensoria pode ser acionada a qualquer momento pelo WhatsApp, no número (61) 99359-0015. Também é possível ligar para a Defensoria Pública pela Central de Relacionamento ao Cidadão no número 129.
Leia transcrição de entrevista:
Repórter: Olá, sejam bem-vindos a mais um Metrópoles Entrevista. Meu nome é Jade Abreu e hoje vamos conversar com o Defensor Público Geral do Distrito Federal, Celestino Chupel. Há 20 anos atuando na Defensoria Pública, Chupel já foi coordenador do Núcleo de Saúde e do Núcleo de Atendimentos Iniciais. Em abril, Chupel foi reconduzido ao cargo de Defensor-Geral para o biênio 2024-2026. Gostaria de saber com o senhor como, como avalia a primeira gestão e o que deve fazer nesse novo período no cargo.
Chupel: Eu me candidatei ao cargo de fala geral em razão dos rumos que a Defensoria Pública estava se direcionando e eu tinha a preocupação de fazer com que a Defensoria Pública fosse de encontro ao cidadão e não o que fosse procurado pela população vulnerável dentro dos fóruns ou nos núcleos. E é por isso que a gente entrou nessa gestão para fazer com que a Defensoria chegasse a pessoa mais vulnerável, num local mais distante. E assim que a gente assumiu a gestão, eu e minha equipe nós colocamos fazer o trabalho itinerante.
Repórter: Então o senhor avalia que foi cumprida essa forma de acessar mais fácil a população?
Chupel: Foi cumprido plenamente. Hoje eu consigo chegar em todas as comunidades do Distrito Federal, sejam por intermédio das carretas que a gente utiliza, seja por intermédio de vans. Mas a gente chega à população mais vulnerável. Inclusive, muitas dessas pessoas não sabem nem os direitos que possuem. E é esse o motivo da Defensoria ter que ir ao encontro dessas pessoas.
Repórter: Recentemente, inclusive, a Defensoria Pública anunciou a nova unidade móvel para atendimento da população carcerária. Gostaria de saber se já está funcionando, como é que a gente avalia e como vai funcionar esse trabalho.
Chupel: Ao assumir a gestão, nós tínhamos apenas uma carreta. Nós ficamos dividindo esse trabalho com o atendimento penitenciário, com a carreta e com os mutirões de atendimento jurídico às comunidades. Hoje, eu posso ver que nós temos três carretas que chegaram à Defensoria, duas novas, inclusive mais modernas, com acesso mais facilitado. E essas carretas vão ser utilizadas. Uma, não exclusivamente, mas prioritariamente para atendimento penitenciário, tanto na penitenciária feminina como nas masculina, mas também nos mutirões quando necessário. E outra carreta é para nós buscarmos as escolas públicas para levar o conhecer direito as escolas e levar os exames e atendimento às famílias carentes dessas comunidades distantes, principalmente escolas públicas.
Repórter: Poderia detalhar um pouco melhor essa questão das escolas públicas?

