O governo brasileiro, liderado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reagiu com firmeza à imposição de tarifas pelos Estados Unidos, anunciada pelo presidente Donald Trump, que afeta as exportações brasileiras com uma tarifa de 10%. A medida faz parte do “tarifaço global” de Trump, com o objetivo de reduzir a dependência de importações dos EUA, e é vista como uma violação de compromissos comerciais assumidos pelos Estados Unidos na Organização Mundial do Comércio (OMC).
Em nota oficial, o governo brasileiro afirmou que a decisão prejudica o comércio bilateral e que tomará as medidas necessárias para proteger sua economia, incluindo o uso do Projeto de Lei da Reciprocidade Econômica, que permite impor tarifas e outras restrições a países que prejudicarem o comércio nacional. Além disso, o Brasil estuda apresentar uma queixa formal à OMC, embora esse processo possa levar anos.
O Brasil não aceitará passivamente as tarifas e busca, em consulta com o setor privado, defender os interesses dos produtores nacionais nas negociações com os EUA.
Entre as possíveis retaliações, estão:
- Aplicação de taxas extras sobre bens e serviços dos países que impuserem barreiras comerciais ao Brasil;
- Suspensão de concessão de patentes ou remessa de royalties;
- Revisão de obrigações do Brasil em acordos comerciais internacionais.
A proposta teve apoio tanto de setores governistas quanto da bancada ruralista, que vê no texto uma forma de proteger o agronegócio brasileiro.

