Haddad prevê queda ainda maior no comércio entre Brasil e EUA após tarifas impostas por Trump

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (18) que o comércio entre Brasil e Estados Unidos deve continuar em queda nos próximos meses. Segundo ele, a corrente de comércio entre os dois países atualmente representa menos da metade do registrado na década de 1980. A previsão de recuo mais acentuado ocorre após a imposição de novas tarifas americanas sobre produtos brasileiros. “Pelo andar dos acontecimentos, eu acredito que o comércio bilateral, infelizmente, vai cair ainda mais”, disse Haddad durante seminário em São Paulo.

Além disso, o ministro ressaltou que o Brasil “fez sua parte” nas negociações para tentar reverter o aumento de tarifas e destacou que, para saber o que ocorrerá a seguir, é necessário “perguntar do lado de lá”, em referência ao governo norte-americano.

Haddad também comentou sobre o cancelamento da reunião que teria com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmando que a iniciativa partiu do lado americano. Questionado se o gesto poderia ser interpretado como uma provocação, ele ponderou que não poderia cometer “deslizes” diante de uma situação que já é “tensa”. “Eu não posso cometer determinados deslizes porque já é uma situação tensa. Qual a dificuldade de tirar uma conclusão óbvia no caso desse, está tudo documentado?”, afirmou.

O ministro destacou ainda que cada país possui suas próprias formas de conduzir negociações, mas que nunca agiria de maneira semelhante. “Por mais hostil que o outro país fosse, se eu marquei um compromisso, eu cumpro”, reforçou Haddad.

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