Estudantes e integrantes de movimentos sociais se reuniram na manhã desta sexta-feira (1/08), em frente à embaixada dos Estados Unidos, na 801 Sul, em Brasília, para protestar contra o aumento de tarifas sobre produtos brasileiros imposto pelo presidente americano Donald Trump (Partido Republicano).
Convocado por entidades como a UNE (União Nacional dos Estudantes), a CUT (Central Única dos Trabalhadores) e a Frente Brasil Popular, o ato teve como foco a defesa da soberania nacional e o repúdio ao que os organizadores classificam como uma ofensiva imperialista dos EUA.
Durante o protesto, os manifestantes queimaram bonecos de Donald Trump e notas falsas de dólar, além de vestirem camisas verdes e amarelas, cores da bandeira nacional que, nos últimos anos, foram apropriadas por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.
As faixas e palavras de ordem também fizeram críticas à tentativa de deslegitimar instituições brasileiras, como o Supremo Tribunal Federal (STF), e exigiram punição aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. “Sem anistia para golpistas” e “ditadura nunca mais” estavam entre os principais dizeres entoados.
Outro tema abordado foi a necessidade de regulamentar e taxar grandes empresas de tecnologia. Para os manifestantes, a taxação das chamadas “big techs” é um passo essencial para garantir a justiça fiscal e a soberania digital do Brasil.

