Em Brasília, bolsonaristas vão às ruas contra Lula e Alexandre de Moraes

Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) realizaram, na manhã do último domingo (27/7), uma carreata pelas ruas de Brasília. O ato foi apresentado pelos organizadores como um “esquenta” para a manifestação “Reaja Brasil”, marcada para o próximo dia 3 de agosto. O protesto foi convocado pelo pastor Silas Malafaia em resposta às medidas cautelares impostas a Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Durante o trajeto, que começou na Torre de TV e seguiu até a Esplanada dos Ministérios, manifestantes exibiram faixas e gritaram palavras de ordem como “Fora, Lula” e “Fora, Moraes”, em alusão ao ministro do STF Alexandre de Moraes.

Na última sexta-feira (25/7), Moraes proibiu manifestações na Praça dos Três Poderes. A decisão foi tomada após o deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ) montar uma barraca no local, com a intenção de acampar e atrair outros parlamentares bolsonaristas. O magistrado citou risco de “possível prática criminosa” e autorizou a prisão de quem desobedecesse à ordem. A área foi evacuada e bloqueada em seguida.

Na decisão, o ministro relembrou os acampamentos mantidos por apoiadores de Bolsonaro em frente aos quartéis do Exército após as eleições de 2022, criticando a omissão das autoridades à época. Ele associou a postura atual a uma “repetição da ignóbil política de apaziguamento”, fazendo referência ao fracassado acordo firmado por Neville Chamberlain com Adolf Hitler antes da Segunda Guerra Mundial.

Atualmente, Bolsonaro é réu por tentativa de golpe de Estado em processo relatado por Moraes. Entre as medidas cautelares impostas, o ex-presidente está proibido de sair de casa nos fins de semana e deve permanecer em sua residência durante a noite nos dias úteis. Ele também utiliza tornozeleira eletrônica.

O ministro ainda apontou que Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) teriam atuado para influenciar governos estrangeiros, especialmente os Estados Unidos, a adotarem sanções contra autoridades brasileiras e pressionarem o STF.

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