O Zoológico de Brasília permanecerá fechado ao público até, pelo menos, 12 de junho, após a confirmação de um caso de influenza aviária no local. A informação foi divulgada pelo Governo do Distrito Federal (GDF) na noite de terça-feira (3).
A decisão pela interdição foi tomada depois que exames laboratoriais identificaram a presença do vírus em um irerê, espécie de pato silvestre encontrada morta no parque. Além do irerê, um pombo também foi localizado sem vida, o que reforçou a necessidade de medidas preventivas.
De acordo com o GDF, a reabertura do zoológico dependerá da ausência de novos casos nos próximos dias. O protocolo segue orientações do Programa Nacional de Sanidade Avícola, vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária.
As autoridades sanitárias destacam que a ocorrência não afeta o comércio internacional de produtos avícolas, já que apenas registros em granjas comerciais são considerados nesse contexto.
A Secretaria de Agricultura do DF reforça que não há riscos associados ao consumo de carne de aves ou ovos inspecionados, mesmo em áreas onde o vírus foi detectado. “A transmissão da gripe aviária ocorre exclusivamente por contato direto com aves infectadas. O risco para humanos é considerado baixo”, informou a pasta.
O órgão também orienta que, ao encontrar aves mortas ou doentes, a população evite qualquer contato e acione imediatamente as autoridades competentes.
A cepa identificada, H5N1, é uma variante do vírus Influenza A, conhecida por infectar aves e mamíferos e, eventualmente, transmitir-se para seres humanos por meio do contato com fluidos de animais contaminados. Embora apresente alta taxa de contágio entre animais, não há evidências de que a infecção possa ocorrer por meio do consumo de alimentos como carne ou ovos, mesmo que provenientes de animais infectados.

