Os professores da rede pública do Distrito Federal iniciaram, nesta segunda-feira (2/6), uma greve por tempo indeterminado. A paralisação ocorre mesmo com a decisão da Justiça que prevê multa diária de R$ 1 milhão e corte de ponto para quem aderir ao movimento.
Segundo o Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF), a greve é motivada pelo descumprimento de compromissos assumidos pelo governo local, inclusive de acordos firmados judicialmente. A categoria cobra a reestruturação da carreira, com reajuste de 19,8%, proposta que compõe a campanha “Rumo à Meta 17”. Também reivindicam a efetivação do acordo firmado após a greve de 2023, que, segundo o sindicato, ainda não foi cumprido.
Outro ponto central é a exigência da nomeação imediata de todos os aprovados no último concurso público, medida considerada essencial para suprir a falta de profissionais efetivos nas escolas.
A regularização das contribuições previdenciárias dos professores temporários também integra a pauta de reivindicações. De acordo com o Sinpro-DF, cerca de 17 mil docentes seguem prejudicados pela ausência de registro dessas contribuições junto ao INSS. Esse impasse impede, por exemplo, a emissão de atestados médicos superiores a 15 dias, mesmo em casos graves, como câncer.
“O compromisso de regularização foi firmado na Justiça Federal, mas não cumprido pelo GDF. Como resultado, milhares de professores permanecem sem acesso a benefícios previdenciários, mesmo após perícias que atestam doenças graves”, afirmou o sindicato.
As atividades do movimento começaram com assembleias regionais, às 9h, que devem eleger os representantes do comando de greve.
O governo do DF ainda não se manifestou sobre a paralisação.

