Empresária do interior de SP tem fábrica de bebês reborn e vende mais de 300 unidades por mês

Ana Luiza Dixon, de 42 anos, transformou um gesto simples de amor pela filha em um negócio próspero no interior de São Paulo. Moradora de Guaratinguetá, ela comanda uma fábrica de bebês reborn, bonecas hiper-realistas que imitam recém-nascidos e que viralizaram nas redes sociais recentemente. A ideia surgiu há 11 anos, quando, sem condições de comprar uma boneca realista, Ana decidiu adaptar uma boneca comum usando tutoriais da internet. O resultado chamou atenção nas redes sociais e logo começaram a surgir as primeiras encomendas.

Com o crescimento da demanda, Ana buscou se especializar, fez cursos no Brasil e no exterior, e acabou abandonando o antigo comércio de informática que mantinha com o marido. Hoje, os dois trabalham juntos na fábrica, que emprega 35 pessoas e vende cerca de 300 bonecas por mês. Os preços variam entre R$ 599 e R$ 2 mil, dependendo da personalização e complexidade do pedido.

Além de crianças e colecionadores, muitos clientes buscam os reborns por motivos emocionais, como mães que perderam filhos ou que não podem engravidar. Ana também investe em representatividade, criando bonecas com traços de Síndrome de Down, lábio leporino ou com aparelhos auditivos. A empresária vê essa inclusão como essencial, já que muitas crianças querem se ver refletidas nas bonecas que recebem.

Ela acredita que a repercussão recente dos reborns nas redes sociais ajuda a ampliar o mercado e a quebrar preconceitos. Para Ana, mais do que um brinquedo, cada boneca é uma forma de oferecer carinho, acolhimento e conforto. Realizada com o sucesso da empresa, ela afirma que continuará se aperfeiçoando para manter viva a missão de transformar sentimentos em bonecas.

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