Estudante da UnB que sumiu por seis dias foi ao Paraná procurar trabalho

A estudante ganense Fati Uthman Suleman, de 25 anos, foi encontrada em segurança no Paraná após ficar desaparecida por seis dias. Ela retornou a Brasília na manhã deste domingo, 4 de maio, e compareceu à 2ª Delegacia de Polícia, onde explicou que havia viajado em busca de uma oportunidade de trabalho. Ao chegar ao município de Umuarama, foi orientada por conterrâneos que vivem na cidade vizinha de Cruzeiro do Oeste a retornar e dar continuidade aos estudos.

Aluna do curso de Português como Língua Estrangeira na Universidade de Brasília (UnB), Fati é bolsista do Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G) e mora na Colina, alojamento estudantil da universidade, com outros estudantes estrangeiros. Ela é descrita como uma pessoa tímida e reservada, com pouca fluência em português, o que pode ter dificultado sua integração com colegas e professores.

O desaparecimento foi percebido no último sábado, 27 de abril, quando Fati saiu de casa dizendo que iria a um supermercado. Com a ausência nas aulas, uma professora registrou o boletim de ocorrência. A Polícia Civil posteriormente identificou que ela havia comprado uma passagem de ônibus para São Paulo, o que indicava que ela havia saído por vontade própria. Havia indícios de que ela pretendia encontrar um amigo ganense na capital paulista, mas seu paradeiro só foi confirmado no sábado seguinte, graças ao reconhecimento feito por moradores de Umuarama.

Durante o período de ausência, o WhatsApp da estudante continuou recebendo mensagens, mas ela manteve as confirmações de leitura ocultas. Amigos relataram que Fati saiu levando apenas uma bolsa pequena com medicamentos e alguns pertences, deixando a maior parte de seus objetos no alojamento da UnB.

Outro episódio envolvendo a estudante ocorreu logo após sua chegada ao Brasil. Fati havia trazido cerca de 3 mil dólares, mas teve 1 mil furtados dentro do alojamento. Ela não chegou a registrar boletim de ocorrência, e não há informações sobre suspeitos.

O caso mobilizou a comunidade acadêmica e acendeu um alerta sobre o acolhimento e a segurança de estudantes estrangeiros em instituições brasileiras.

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